Cultura

A menina no bloco de gelo: um livro para alertar os pais

Um cavalheiro segue uma menina na rua. Ele será condenado, mas poucos. Este livro desperta as consciências.

Em "A garotinha no gelo" (Editions Grasset), Adelaide Bon fala de sua luta para crescer apesar de tudo e requalificar a frase. Por sua forma, por sua maturidade, este texto mostra como a armadilha se fecha na criança, mas também nos pais.

O livro:

  • Adelaide volta da festa da escola um dia, em maio. Ela tem nove anos de idade. Um cavalheiro a segue até a escada do prédio.
  • Uma queixa é apresentada por "toque sexual". O relatório médico não menciona mais nada.
  • A vida continua, para todos, exceto para Adelaide. Deve crescer com uma memória corporal que não é confiável, imagens de violência que parecem surgir do nada.
  • Seus pais estão presentes para ela, benevolentes, mas indefesos.
  • Ela se torna uma dessas garotas demais, queima sua energia para sentir-se existir, mesmo para acertar o guard-rail sem parar.
  • Adulto, ela tem tudo para ser feliz e ainda assim nada.
  • 23 anos depois, ligue da brigada dos mineiros: seu atacante foi encontrado.

A força do livro:

  • Mostrar vida, até criança. Medo, incompreensão na frente de um predador. Os esforços do inconsciente para "esmagar os dados", apagam da memória o que aconteceu porque se viesse à tona, seria insuportável para a criança, poria em risco sua personalidade na construção. O adulto sabe como trancar a palavra da criança, parede viva, dizendo-lhe após a agressão: "Eu sou seu amigo, você não vai dizer nada, é o nosso segredo".
  • Mostre que leva anos para despertar memórias, a memória do corpo, restaurar a imagem de si mesmo. E faça com que o tribunal reconheça que não houve nenhum toque além de estupro.
  • O estupro infantil é um crime.

"QQuando substituímos inimigo por amigo, violência por prazer, violação por toque, pedófilo por pedófilo, vítima por culpado, o horizonte é uma linha de arame farpado que proíbe qualquer saída do campo."escreveu Adélaïde Bon, que também resume a luta que ele teve para lutar contra as mentalidades.

Crédito da foto: Philippe Matsas

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